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O Sindicato acompanha as notícias sobre o plano econômico de Flávio Bolsonaro e alerta para os possíveis impactos sobre a remuneração dos servidores da Justiça do Trabalho.
Nos últimos dias, o Sindissétima tem sido procurado por diversos servidores preocupados com a possibilidade de a Gratificação de Atividade Judiciária (GAJ) ser afetada pelos cortes de gastos anunciados pela equipe econômica do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro.
Diante dessas consultas, o Sindicato considera importante esclarecer que, embora não exista, até o momento, anúncio oficial de uma proposta específica para cortar a GAJ ou a Gratificação de Atividade Externa (GAE), não é possível descartar essa possibilidade diante da dimensão do ajuste fiscal que vem sendo discutido.
O tamanho do ajuste fiscal acende o sinal de alerta
Reportagem publicada pela CNN Brasil em 25 de setembro de 2026 informou que integrantes da equipe econômica de Flávio Bolsonaro trabalham com a possibilidade de uma proposta de emenda à Constituição voltada à contenção de despesas, com potencial de alcançar R$ 300 bilhões em cortes. Segundo a publicação, os alvos do ajuste ainda não estavam definidos publicamente, e a implementação das medidas dependeria das condições políticas após as eleições.
A mesma reportagem, publicada em 13 de agosto, já havia apontado a intenção de incluir o Poder Judiciário nas discussões sobre um pacto fiscal e orçamentário envolvendo os Três Poderes da República.
Essas informações merecem atenção especial dos servidores públicos, inclusive daqueles vinculados ao Poder Judiciário da União. Quando se anuncia um ajuste fiscal dessa magnitude e se admite a discussão de despesas de diferentes Poderes, é necessário acompanhar com responsabilidade quais medidas poderão ser propostas e quais segmentos poderão ser atingidos.
GAJ, GAE e demais gratificações: por que a preocupação é legítima?
A GAJ e a GAE, assim como as demais gratificações que compõem a remuneração dos servidores do Poder Judiciário da União, devem ser consideradas nesse debate.
É importante ressaltar que não há confirmação de que essas parcelas serão cortadas, reduzidas ou extintas. Entretanto, diante da amplitude do ajuste fiscal anunciado e das discussões sobre a revisão de despesas obrigatórias e da estrutura remuneratória do funcionalismo, não seria prudente afirmar que essas gratificações estão necessariamente fora do alcance de eventuais mudanças.
O risco não se limita à GAJ ou à GAE. Dependendo do conteúdo de futuras propostas, outras gratificações e parcelas remuneratórias dos servidores do Judiciário também poderão entrar na discussão. Por isso, o acompanhamento deve abranger o conjunto da remuneração da categoria.
Em reportagem publicada em 12 de outubro de 2026, a Folha de S.Paulo, em conteúdo originalmente divulgado pela BBC News Brasil, registrou que o programa de Flávio Bolsonaro prevê o enxugamento da máquina pública, a redução de cargos comissionados e despesas administrativas, além do combate a privilégios e supersalários. A publicação também destacou que existem discussões sobre medidas fiscais mais amplas, mas que parte dessas propostas ainda não integra oficialmente o programa apresentado pela candidatura.
Essa distinção é fundamental: uma coisa é o que está formalmente previsto nos documentos e nas manifestações oficiais de uma candidatura; outra é o conjunto de medidas que vem sendo discutido por integrantes de sua equipe econômica. O Sindicato não afirma que haverá cortes nas gratificações, mas entende que o cenário justifica atenção e vigilância.
O que o Sindissétima defende
O Sindissétima reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos, da remuneração e das condições de trabalho dos servidores da Justiça do Trabalho da 7ª Região.
O Sindicato acompanhará as propostas econômicas e fiscais que venham a ser apresentadas, cobrando transparência quanto aos seus efeitos sobre o funcionalismo público e, em especial, sobre os servidores do Poder Judiciário da União.
Também considera essencial que qualquer discussão sobre o orçamento público leve em conta a importância de uma Justiça independente, estruturada e dotada de servidores valorizados e adequadamente remunerados.
A preocupação manifestada pela categoria é legítima. Ao mesmo tempo, é necessário evitar a disseminação de informações sem confirmação oficial. Até que sejam divulgadas propostas concretas, não há base para afirmar que a GAJ, a GAE ou outras gratificações serão efetivamente atingidas.
O alerta, portanto, é preventivo: a ausência de um anúncio específico não equivale à garantia de que essas parcelas estarão protegidas de eventuais medidas futuras de ajuste fiscal.
O Sindissétima permanecerá atento aos desdobramentos desse debate e manterá a categoria informada sobre fatos concretos que possam afetar seus direitos e sua remuneração.
Sindissétima – Sindicato dos Servidores da Justiça do Trabalho da 7ª Região
Em defesa dos direitos, da valorização e da remuneração dos servidores da Justiça do Trabalho.
Fontes:
CNN Brasil — Flávio planeja “PEC da Transição” com corte de gastos de R$ 300 bilhões
CNN Brasil — Plano econômico de Flávio inclui Judiciário em ajuste fiscal
Folha de S.Paulo/BBC News Brasil — O que Flávio Bolsonaro e Lula propõem sobre o funcionalismo público
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